[Resenha] Amor imortal – Ana Carolina K. J.

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Título: Amor Imortal
Autor: Ana Carolina K. J.
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 256

Após a morte de seu pai, Anna Bonnier tenta recuperar um pouco de sua felicidade ao viajar para uma estação de esqui com sua melhor amiga, Loreta. Entretanto, o que era para ser um simples passeio, acaba por se tornar um desafio sobrenatural.
Anna conhece o enigmático Raziel e percebe uma forte conexão que vai além da realidade, sobretudo quando descobre que o sentimento que tem por ele atravessa os séculos.
Aos poucos, a proximidade que constroem juntos traz novos riscos. O relacionamento amoroso que ela sempre desejou pode desaparecer de forma trágica, assim como o homem que abriu seu coração.
Passado, presente e futuro caminham juntos nessa emocionante história de amor e sedução, em que a realidade é capaz de alterar, a qualquer momento, o destino de cada um deles.

O que eu achei de Amor Imortal?

O livro Amor Imortal conta a história de uma artista plástica que precisa se recuperar da dor da perda de seu pai e, durante um passeio para se distrair, acaba conhecendo o misterioso Raziel, com quem sente que está fortemente ligada.
A leitura deste livro é fluida e rápida, com bastante diálogo e cenas ágeis. A história, ao que me parece, deverá ter uma continuação, pois apresenta um final aberto, apesar de conclusivo em algumas partes. Este é um ponto que não me agradou muito, por não saber de antemão que se trataria de uma série.
A linguagem de Amor Imortal é bastante cuidadosa e houve um bom trabalho de revisão no texto, quanto à correção ortográfica e gramatical. Entretanto, algumas observações devem ser feitas sobre a sua estrutura. Há um erro de continuidade, quando um personagem se apresenta com um copo de uma bebida em um capítulo e, no seguinte, quando a cena foi narrada novamente, a bebida havia mudado. Em outro momento, a amiga de Anna informa a outro personagem sobre algo de que ela não havia tomado conhecimento antes, conforme foi explicitado no texto.
Os personagens, por sua vez, não eram muito profundos. Ainda que bem descritos fisicamente, suas trajetórias eram em boa parte do tempo previsíveis e pouco profundas. Foram construídos sobre estereótipos muito definidos que já indicavam o rumo da trama de Amor Imortal e o seu desfecho desde o começo. Não havia muito para a imaginação do leitor.
O tema não me agrada muito, pois como já indiquei outras vezes aqui, acho delicado tratar de temas relacionados a ícones religiosos sem que isso afete a compreensão de uma ou de outra crença, mas esta é uma opinião pessoal.
O fato de ter margem para continuação e a indefinição quanto à publicação desta, o que, na minha opinião deixa a obra incompleta é algo que me incomoda bastante, embora Amor Imortal seja um bom entretenimento.