Cinco Escritores que Eu Convidaria para um Café

Eu tenho alguns amigos escritores e já conheci alguns outros autores pessoalmente. É muito bom poder conversar com eles e compartilhar o que penso sobre as suas obras ou falar sobre qualquer assunto. A experiência de conhecer alguém que escreveu histórias e personagens por quem nos apaixonamos é maravilhosa. É como conhecer os bastidores de um set de filmagem, como ler a biografia enquanto ela é escrita.

Com os autores nacionais isto tem acontecido com uma certa frequência, por tudo que falei. Mas ainda tenho aquele sonho distante de conhecer os escritores estrangeiros que deram vida a personagens que mexeram bastante comigo. Se eu pudesse, os convidaria para vir tomar um café aqui em casa e, ao redor da mesa, conversaríamos sobre tudo que sempre tive vontade de perguntar.

Ainda não sei se os convidaria para vir todos no mesmo dia – apesar de a ideia parecer tentadora e uma experiência incrível misturar essas pessoas tão diferentes em um só lugar. Mas caso eu os chamasse individualmente para o café da tarde, com certeza teria muitas perguntas a fazer.

Sylvain Reynard

Para ele, ou ela (cujo mistério eu finalmente desvendaria!), perguntaria o que o faz tão vinculado às cidades italianas em suas obras. E de onde tira sua inspiração para escrever de forma tão bela sobre personagens que já foram largamente explorados em outras obras, de forma a torná-los ainda mais especiais e ainda melhores do que os que vieram antes.

John Green

Eu o perguntaria de onde tira tanta energia para ser escritor, vlogger, acompanhar os sets de filmagens de todos as adaptações de seus livros. E, claro, insistiria para que ele escrevesse mais livros. Estou com saudades da forma simples com a qual ele aborda certos temas e do toque de humor que dá a assuntos muito delicados.

Jostein Gaarder

Adoraria conhecer a mente brilhante que escreveu sobre filosofia e mundos imaginários com tanta maestria. Não faria perguntas, apenas ouviria o que ele tem a dizer sobre a vida, os seres humanos e o que ele quisesse falar.

Marian Keyes

Eu me sentaria com ela à mesa e falaríamos de forma irônica e ácida sobre as desgraças que nos assolam, assim como ela faz em seus livros e assim como eu penso em 90% das horas do dia. Acho que não veríamos o tempo passar e acabaríamos com meu estoque de café.

Carlos Ruiz Zafón

Perguntaria sobre o que o faz escrever e como ele consegue montar tramas tão complexas e obscuras, cheias de beleza e mistério. Gostaria muito de aprender com ele como escrever de forma tão minuciosa e o deixaria falar livremente sobre seu processo criativo.

E se fosse você? Quem seriam seus escolhidos para tomar um café da tarde na sua casa? Me conta aí nos comentários.