[Blogagem Coletiva] Toda forma de amor

Este mês, como foi Dia dos Namorados no dia 12, está cheio de posts relacionados ao amor, pela blogosfera afora. Até aqui no Café com Livros, vocês já viram bastante sobre esse assunto. Hoje a ideia é continuar no tema, mas falar um pouco mais sobre outras formas de amar.

Estamos testemunhando um momento bastante delicado, mas muito importante para o desenvolvimento da nossa sociedade, que é o enfrentamento entre os religiosos e o movimento LGBT. Estamos vendo muita provocação, muito desrespeito e muita violência, de todo tipo. E isso vem dos dois lados. Todos falam de amor, todos falam de respeito, todos querem resguardar seu direito a pensar diferente do outro, mas não colocam isso em prática, conforme vemos todos os dias na internet e na televisão. Não preciso detalhar isso aqui.

O que me intriga é que, em todos os níveis de relacionamento, nós fazemos as mesmas coisas. Nós fazemos diferença entre as pessoas. Não conseguimos olhar as diferenças de forma tranquila e amar a pessoa mesmo sem concordar com nada do que ela diz ou faz. Em um mundo onde estamos sempre nos dividindo em dois tipos de pessoas, a mensagem que deveria estar sendo passada em cada um de nossos atos era o amor, em todas as suas formas.

As atitudes simples que demonstram o amor no dia-a-dia, como um beijo de bom dia, uma flor ou um café quentinho estão cada dia mais raros. Cuidar quando o outro está doente, olhar com carinho. Respeitar a opinião. Tudo isso parece que tem sido deixado de lado em nome da imposição de uma regra ou do modelo de um comportamento unilateralmente imposto.

Eu me pergunto quando é que as pessoas vão parar pra pensar que se continuarem julgando e repelindo os outros conforme as regras que elas ditam, essas pessoas que foram rejeitadas não vão dar ouvidos ao que elas tem a dizer. Será que, se falarem algo com doçura, ou amarem as pessoas apesar de suas escolhas, isso não as deixará mais abertas a ouvirem sua opnião? Não é passar sua mensagem o que eles querem? Como fazer isso a quem não permitem se aproximar?

Uma música de que eu gosto muito, de música cristã contemporânea fala justamente disso. Não precisamos de coisas que nos separem em grupos seletos, que nos ditem regras, que nos imponham comportamentos. O que precisamos é de um Salvador, um Espírito que nos guie e um Pai que nos ame. Será que se a mensagem passada fosse estritamente essa, muita gente não pararia pra ouvir? Será que não fugimos do caminho traçado pelo Cristo que dizemos seguir?

Ouça What this world needs – Casting Crowns:

Uma outra música que eu gosto, diz em suas primeiras frases:

Fale

Diga as palavras que ninguém mais vai dizer

Ame

Como se o mundo fosse acabar em um dia

Vou te mostrar o amor em todos os idiomas

Vou dizer sem palavras

Vou te dar o que você nunca teve

Show you love – Jars of Clay

Não é preciso dizer muita coisa aqui… Sejamos diferentes. Que tal ir na contramão do mundo e amar quem está sendo apedrejado pela maioria, ter atitudes que reflitam o amor que essas pessoas merecem?

Acho que é um bom começo pra ir apagando as diferenças entre as pessoas, se começarmos a olhar sua essência e não a partir daquilo que achamos certo. Nós podemos ser melhores do que isso.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros que busca resgatar a essência da blogosfera de antigamente, priorizando a criação de conteúdo autoral e criativo, sem regras pré-estabelecidas.