[Resenha] Insurgente – Veronica Roth

insurgente

Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

O que eu achei de Insurgente?

Insurgente conta a história a partir do final do primeiro livro, Divergente, em que o sistema de facções em que a sociedade em que Beatrice Prior vive parece estar ruindo de dentro para fora. A partir de agora, as verdadeiras intenções por trás das ações de muita gente são reveladas, bem como a necessidade de alianças e novas estratégias que obrigam as facções a se misturarem umas com as outras. Num mundo onde agir de modo diferente ao que uniformemente se age dentro de uma facção, isso parece impensável, mas creio que o que o livro quer mostrar é que, em situações de extrema necessidade, sentimentos intrínsecos aos seres humanos e suas verdadeiras alianças podem ser bem diferentes daquelas socialmente estabelecidas. E podem afetar drasticamente o grupo em que estão inseridos.

Em Insurgente, Tris tem que escolher constantemente o que quer fazer, a quem quer ser leal. Ela é obrigada a todo momento a escolher entre seu bem e o bem de outras pessoas. Para uma pessoa vinda da Abnegação, o altruísmo que ela achava que não era suficiente para mantê-la em sua facção de origem, é revelado constantemente em suas ações e até essa forma de agir acaba afetando outros relacionamentos, principalmente com Tobias, o ‘Quatro’.

Em Insurgente, somos levados a conhecer mais profundamente o sistema de facções e a forma como cada uma delas se organiza, o que acredita e como suas regras internas são estabelecidas. Além disso, somos desafiados, o tempo todo, a perceber que os seres humanos por trás dos membros das facções tem, muitas vezes, opiniões bastante diversas daquelas que são obrigados a defender socialmente. O livro mostra também, a dificuldade das pessoas em agir de modo contrário ao que foram ensinadas, quando isso era necessário em algum momento.

Os questionamentos sociais e comportamentais, a questão do poder e da corrupção que o próprio poder trás intrinsecamente são constantes no livro, assim como no primeiro volume. Tris e Tobias são envolvidos em questões políticas e devem tomar decisões que de certa forma,ou afetam o relacionamento deles ou afetam a sociedade inteira. O relacionamento deles passa por tantas provas que em vários momentos parece que vai desmoronar.

Insurgente é bem mais completo no que se  refere a apresentar a sociedade em que a história se baseia e em apresentar os bastidores de cada uma das facções. Além de ter muita ação e ser um livro de uma leitura mais rápida ainda do que o primeiro. Aqui, todas as escolhas são decisivas e definitivas, o que não deixa espaço para esperar para ler depois.

Recomendado para aqueles dias em que você está com tempo para ler o livro todo, porque deixá-lo de lado não é opção nesse caso.